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Perguntas e Respostas

O que é a Psicologia da Saúde?
É uma área da Psicologia que visa a promoção e manutenção da saúde, por meio do entendimento biopsicossocial e espiritual do processo de saúde-doença. Além disso, tem a finalidade de auxiliar as pessoas no enfrentamento adaptativo da doença para a diminuição de sinais e sintomas, e o aumento da qualidade de vida.

O que é saúde?
Estado dinâmico de completo bem-estar físico, mental, social e espiritual e não meramente a ausência de doença. Desde 1983, a OMS discuti a inclusão de uma dimensão não material ou espiritual no conceito de saúde.

E qualidade de vida?
A percepção da pessoa sobre a sua posição na vida em relação aos aspectos físico, mental, social, cultural, ambiental e espiritual. Também sobre o sistema de valores no qual vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações.

Existe relação entre estresse físico e psicológico?
Sim. O estresse provoca mudanças fisiológicas que colocam o organismo em prontidão: aumento da freqüência cardíaca, da pressão arterial, da tensão muscular e do nível sanguíneo de glicose. Essa agitação física ocorre ao mesmo tempo da reação psicológica e vice-versa: pensamentos acelerados e ansiedade, diminuindo o sistema imunológico, isto então que pode desencadear o desenvolvimento de doenças, e diminuição da qualidade de vida. A psicoterapia auxilia no enfrentamento do estresse.

Você sabe o que é a psicoterapia? E quais são os seus benefícios?
A psicoterapia consiste em auxiliar no auto-conhecimento da pessoa, por meio da exposição dialogada e a utilização de técnicas para a diminuição sinais e sintomas disfuncionais, tais como: pensamentos, emoções e comportamentos, os quais interagem com os aspectos físicos. Também visa a compreensão da relação mente-corpo e participação ativa e colaborativa da pessoa no seu tratamento, por meio de técnicas de estratégias de resolução de problemas e outras, tais como relaxamento e visualização ou imaginação guiada. Os benefícios evidenciados são a diminuição dos sinais e sintomas de doença, e o aumento da qualidade de vida. Existem diferentes abordagens e modalidades de psicoterapia. No IBPS, você encontra as seguintes: terapia cognitivo-comportamental, psicanálise, sistêmica, junguiana e humanista-existencial. Para cada uma delas, você tem profissional especializado, e também habilitado para as modalidades individual, familiar e grupal.

O que e quais são os benefícios das técnicas de relaxamento e visualização, também conhecida como imaginação guiada?
Estas técnicas são complementar ao processo de psicoterapia, conduzidas pelo psicólogo especialista no seu manejo, antes disso, o paciente é psicoeducado sobre a relação corpo- mente, importância da sua participação ativa, bem como o funcionamento das técnicas utilizadas. A técnica de relaxamento visa a conscientização do corpo, diminuição de suas tensões, e também da ansiedade. A técnica de visualização objetiva reforçar as defesas imunológicas do paciente, através da visualização dos glóbulos brancos circulando pelo corpo, e dos objetivos que você deseja atingir com o processo psicoterapêutico, imaginando-se, assim, sem sinais e sintomas, a fim de diminuir os agravos da doença, e aumentando a sua qualidade de vida.

Quais doenças de pele podem ser provocadas por problemas emocionais? Quais as mais comuns?
Na verdade não se trabalha com a idéia de que a doença de pele é provocada por problemas emocionais, mas de que estes aspectos contribuem para o surgimento e desenvolvimento de problemas na pele, na medida em que o ser humano não pode ser compartimentado entre corpo e mente, mas sim compreendido como uma unidade indivisível e interdependente. Entende-se que todo adoecimento vai ter repercussões psicológicas, assim como as questões psicológicas vão estar presentes em qualquer adoecimento. As pessoas trazem que quando estão mais nervosas ou com algum problema, percebem o aumento das lesões, e muitas vezes referem-se à pele como “válvula de escape”: porque guardam muitos os problemas para si, ou porque não demonstram nem acessam os próprios sentimentos... é comum perceberem a “explosão” de lesões da noite para o dia. Da mesma forma, a interdependência entre os aspectos físicos e os emocionais aparece quando notam que mais calmos, o corpo melhora. Entende-se que questões de cunho emocional podem ser manifestadas por sintomas/lesões na pele como uma tentativa do organismo de tomar consciência do conflito, já que não foi possível do ponto de vista emocional. As mais comuns são vitiligo, psoríase, herpes simples e acne.

Que tipo de problemas emocionais podem causar problemas de pele?
Os problemas de pele podem ter a influência de diversos tipos de problemas emocionais, desde situações de estresse importantes, como a perda de alguém significativo, uma separação, alguma mudança na vida, questões psiquiátricas entre outras situações. A resposta ao estresse pode ser física, psíquica e comportamental, e vai variar de pessoa para pessoa, pois cada um tem a sua maneira de interpretar e de enfrentar as situações que a vida apresenta, de acordo com suas características de personalidade, sociais, culturais, genéticas e ambientais. Frente às situações como as referidas acima, não necessariamente a pessoa irá manifestar algum sintoma na pele ou a exacerbação do mesmo. Aquilo que pode ser muito difícil para um indivíduo, pode ser bem manejado por outro, ou seja, um mesmo problema emocional pode trazer uma doença de pele (ou outra doença, como no sistema respiratório, digestivo, cefaléia, etc) para um indivíduo e não para outro. O significado atribuído ao evento é o que vai fazer a diferença, ou seja, vivido com sofrimento e interpretado como uma perda, por exemplo, vai ter repercussões sobre os mecanismos de estresse e conseqüentemente, contribuir para o adoecimento, neste caso, da pele.

Como é o tratamento de uma psicodermatose? O acompanhamento psicológico é fundamental?
Quando a pessoa apresenta um problema de pele, ela primeiramente busca o dermatologista, e o tratamento inicia com este profissional e deve ser permanente, mesmo que esteja em atendimento psicológico concomitante. O tratamento é integrado, médico e psicológico, pois se trabalha com uma visão biopsicossocial de ser humano, em que os aspectos físico e psicológico influenciam-se simultaneamente, considerando o contexto no qual a pessoa está inserida e as repercussões que o adoecimento tem na sua vida social. Busca-se uma maior consciência da relação mente e corpo, de forma que os problemas emocionais possam ser trabalhados e elaborados e não precisem se manifestar através do corpo, neste caso, da pela. A psicoterapia inclui técnicas de relaxamento e visualização, que de acordo com as pesquisas, auxiliam na melhora das lesões. No Rio Grande do Sul, há um centro de estudos especializado (IBPS: Instituto Brasileiro de Psicologia da Saúde) dedicado à pesquisa e atendimento a pacientes com problemas de pele, trabalhando com esta visão integrada de saúde e doença.
O que os dermatologistas referem é que um mesmo tratamento médico oferecido apresenta melhores resultados quando o paciente está em tratamento psicológico do que quando não está. Existem pesquisas comprovando uma melhora significativamente melhor dos pacientes quando submetidos ao tratamento integrado médico e psicológico quando comparados aos que receberam somente tratamento médico.

Quando não tratadas, as psicodermatoses podem levar a quadros graves?
As psicodermatoses podem se tornar graves do ponto de vista incapacitante, ou seja, quando afeta grande parte do corpo da pessoa pode ter repercussões na sua vida pessoal, de trabalho, de relações, etc. Algumas psicodermatoses tem cunho psiquiátrico mais sério, em que o paciente se auto-mutila, arrancando pedaços da própria pele (como por exemplo: dermatoses manipulativas ou auto-infligidas, dermatite factícia, escoriações neuróticas, tricotilomania).

Há prevenção para esse tipo de doença?
Não, pois a maioria delas não tem as causas bem definidas. No entanto, existem estudos mostrando a importância de uma relação inicial mãe (cuidador)-bebê como fator protetor para um equilíbrio emocional na vida adulta. Alguns estudos com pacientes dermatológicos apontam dificuldades na relação com a figura do cuidador. Neste sentido, o investimento numa relação amorosa, com trocas de carinho entre o adulto e o bebê são fundamentais para um desenvolvimento sadio.

E a reincidência após o tratamento, costuma ser alta?
A reincidência pode acontecer, tanto nas doenças crônicas, como vitiligo, psoríase e dermatite, como em problemas de pele agudos, como a herpes. O objetivo do tratamento é controlar a doença, de forma que o paciente aprenda a se conhecer melhor, a se cuidar, ter maior consciência de si e conseqüentemente manejar as situações de estresse da vida. No tratamento, busca-se um significado para a doença, bem como outras formas de expressar os problemas emocionais que não através da pele. O paciente passa a ser agente do seu problema de pele. Desta forma, a tendência é manter a ausência de lesões ou as lesões sobre controle.

As psicodermatoses são mais comuns em quem? Homens, mulheres, adultos, idosos, adolescentes?
O vitiligo ocorre em cerca de 2% da população em geral, iniciando em 50% dos casos antes do 20 anos, preferencialmente entre 10 e 30 anos. Compromete de forma semelhante homens e mulheres. A psoríase afeta de 1 a 3% da população mundial, e ocorre após a puberdade na maioria dos casos, sendo então mais comum em adultos. Também afeta igualmente homens e mulheres e é mais comum aparecer entre a 2ª e a 4ª década de vida. A dermatite atópica inicia precocemente, em geral até os 5 anos de idade, destacando-se como a doença cutânea crônica mais freqüente na faixa etária pediátrica, podendo acometer até 20% dessa população.

Por outro lado, problemas de pele podem provocar problemas psicológicos? De que tipo? Isso é comum?
Os estudos mostram que independentemente da causa, existe impacto emocional em todos os problemas de pele. As pessoas com problemas cutâneos têm a causa da sua estigmatização visível, sofrendo de um estigma social particular, muitas vezes sendo vistos como sujos, contagiosos e feios. Podemos compreender melhor este impacto considerando as repercussões que a doença de pele tem na vida da pessoa: muitos pacientes se preocupam em esconder as lesões, por vergonha e por medo do rechaço, pois é comum que os outros evitem sentar ao lado no ônibus e não queiram se aproximar, assim como é freqüente que os pacientes busquem se isolar. Repercussões na auto-estima e na auto-imagem também são bem comuns, já que ter a pele lesionada e visível aos outros muitas vezes afeta a imagem de belo e de saudável. Depressão e ansiedade também podem acompanhar estas pessoas, que muitas vezes deixam de investir na vida social e sexual por vergonha da sua pele e constrangimento frente aos questionamentos que surgem.

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