Contato

X

Rua Santa Cecília 1673 conj. 302
Bairro Santana | Porto Alegre | RS
CEP 90420-041 | Fone (51) 84736797
Email: ibps@ibpsonline.com.br

Para visitas, agende seu horário conosco.
Veja a localização no mapa

Cadastre-se

X

Receba os informativos do IBPS em seu email:
Nome:
E-mail:
Enviar

Psicodermatologia

A Psicodermatologia é uma área de interface entre a Psicologia e a Medicina - mais especificamente a Dermatologia - que busca melhor compreender as doenças de pele, de forma a considerar os fatores emocionais envolvidos no adoecimento, seja como desencadeante, seja como agravante.

A pele é um órgão do corpo humano com múltiplas funções, dentre elas, ser a membrana que delimita o mundo interno, separando-o do externo. Por toda a representação simbólica que tem, além de ter a mesma origem embrionária do sistema nervoso central, a pele possui uma ligação íntima com as emoções, podendo muitas vezes manifestar reações emocionais que a pessoa não gostaria, como enrubescer quando sente vergonha, empalidecer frente ao medo, ou até mesmo sentir muita coceira numa situação desagradável. Além disso, muitos autores referem a pele como o primeiro meio de contato com o mundo externo.

Frente a isto, torna-se natural pensar a necessidade de uma abordagem psicológica integrada à médica para as pessoas que sofrem de alguma doença/problema neste órgão tão representativo do mundo interno.

A Psicodermatologia, então, é uma especialidade que atua num modelo integrativo e multifatorial junto aos pacientes, entendendo que existem contribuições biológicas, psicológicas e sociais em todo o processo de adoecimento da pele. Para tanto, é preciso ter um conhecimento amplo da pessoa que está em atendimento, investigando a existência ou não de outros casos da dermatose na família, o tratamento médico prescrito (como alguns dos fatores biológicos a serem investigados), a história de vida da pessoa que busca atendimento, o momento de vida em que a doença se manifestou pela primeira vez, bem como os momentos em que se agrava, os sentimentos e as emoções subjacentes, bem como as repercussões da doença (como parte dos fatores psicológicos) e contexto social do paciente (para compreender as contribuições e conseqüências sociais).

As intervenções junto aos pacientes baseiam-se numa compreensão psicossomática, em que mente e corpo influenciam-se mutuamente. Por psicossomática entende-se a constante interação mente e corpo em todo o processo saúde-doença.

Durante a psicoterapia, que constitui parte do tratamento, as formas de intervenção são múltiplas, buscando uma maior consciência psicossomática assim como ajudar o paciente a se tornar um sujeito ativo no seu tratamento. Por meio da psicoterapia o paciente vai percebendo melhora nas lesões de pele, o que demonstra a importante contribuição que o atendimento psicológico tem junto ao tratamento médico, que deve acontecer sempre em paralelo.

Trabalha-se com um olhar além da pele e das queixas do paciente, podendo observar outras questões junto ao mesmo, como a relação profissional-paciente, a importância da auto-responsabilidade pelo tratamento e outras, sempre com o objetivo de torná-lo sujeito ativo no tratamento. Considerando a constante interação mente e corpo, as intervenções tem como objetivo atuar em ambos aspectos, abrangendo o indivíduo como na sua totalidade.

Como pode-se perceber, o tratamento das doenças de pele implica também numa atuação conjunta de médicos e psicólogos, num trabalho interdisciplinar, no qual interação entre mente e pele deve ser considerada e cuidadosamente olhada. Esta interação é fundamentada na psiconeuroimunologia, a qual argumenta que “as situações psicológicas podem atuar como desencadeadoras, mantenedoras ou agravadoras de quadros clínicos” (Azambuja, 1992).

Todo este entendimento sobre as doenças de pele e os fatores emocionais envolvidos aponta para uma aproximação e um diálogo cada vez mais constante entre médicos e psicólogos, de forma a oferecer ao paciente um atendimento personalizado e um olhar integral para o seu adoecimento.